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Mestre virou aprendiz e Dragão alargou a vitrina: As notas da Supertaça

Escrito porem 24 de Dezembro, 2020

O FC Porto venceu esta quarta-feira o Benfica, em Aveiro, por 2-0, e celebrou a conquista, sem público, da 22.ª Supertaça da sua história. O Benfica manteve o seu registo com os azuis e brancos e averbou nova derrota a juntar às três da temporada passada.

Encontrar receita para ultrapassar um adversário que já nos venceu no passado é, por norma, um dos mais complicados desafios de qualquer equipa ou indíviduo. Porém, diz a sabedoria popular, não importa quantas vezes se cai, mas como nos levantamos, algo que este Benfica, a viver uma segunda vida com Jorge Jesus, ontem, não conseguiu mostrar, voltando a cair perante uma das suas presas mais vorazes 

Esta quarta-feira, as águias voltaram a deixar uma imagem pobre do seu futebol, numa época em que o investimento foi mais que muito e onde a falta de adeptos tem sido desculpa recorrente para um futebol apagado, cinzento, sem rasgo e com ‘muita conversa’ mas, até aqui, parcos resultados neste regresso de Jesus a Portugal e à Luz. 

Contudo, é da festa que queremos falar, e ontem o FC Porto fez por merecer mais uma vitória sobre os encarnados, num jogo que teve pouca magia, muito combate, nervos à flor da pele e dois golos nascidos dos pés de Corona e convertidos por Sérgio Oliveira e Luís Díaz.

Para a posteridade fica o registo dos museus, com Sérgio Conceição a assegurar mais um espaço na vitrina das conquistas azuis e brancas com a ‘aquisição’ da 22.ª Supertaça Cândido de Oliveira na história do clube da Cidade Invicta. 

Mas vamos às notas do jogo

Homem do jogo: Corona. Longe dos seus dias mais brilhantes com as botas calçadas em cima do relvado, o mexicano voltou a ser determinante para o FC Porto. Foi dele o passe para a desmarcação de Taremi que resultou em grande penalidade e foi também dos seus pés que nasceu o passe para o golo de Díaz que sentenciou o encontro, O extremo portista regressou de lesão, esteve em perigo para a partida, mas saiu com a nota máxima em termos de eficácia. Foi solidário a fechar quando foi preciso e só ficou a pecar por não ter tido mais vezes a bola nos pés.

Desilusão: Taarabt. Se o marroquino costuma ser sinónimo de alguma liberdade selvagem no meio-campo, ontem, apesar de muito ter tentado, esteve em dia não. Protagonizou vários lances onde podia ter decidido melhor mas não conseguiu e ficou, quase sempre, nas covas do pivot de meio-campo do FC Porto. Desligado da exigência da partida em vários momentos, teve lances de alguma falta de maturidade que resultaram em perigo para a sua baliza. Num jogo que foi, em grande medida, mais físico que técnico, talvez tivesse sido melhor ter sido lançado do banco do que ser lançado de início. 

Surpresa: Pepe. Foi operado há pouco mais de uma semana antes de voltar a campo. Foi aposta de Sérgio Conceição que o lançou na antevisão da partida ainda com dúvidas, mas  entrado em campo limpou quase por completo a oposição. Muito agressivo sobre a bola, jogou de máscara os 90 minutos, mas nunca se escondeu do jogo. É um verdadeiro líder fora de campo, mas é melhor para qualquer equipa tê-lo dentro das quatro linhas. Nota positiva para o internacional luso que tem vivido esta temporada vários percalços físicos. 

Treinadores: 

Sérgio Conceição: No lançamento do encontro lembrou que o jogo, provavelmente, seria mais tático do mágico, e não se enganou. Numa partida entre eternos rivais, soube fazer as suas apostas e viu um golo surgir algo do nada, no primeiro tempo, apesar do maior ascendente. Tentou explorar a bola parada em vários momentos, conseguiu fechar os caminhos da sua baliza na maioria das vezes, alargou e fechou o ‘range’ da sua equipa quando foi necessário e continua, sobretudo, a somar títulos de Dragão ao peito, que, como o próprio diz, foi para isso que foi contratado: resolver problemas e somar vitórias.

Jorge Jesus: Regressou a Portugal mudado, mas com as promessas do passado. O seu Benfica está em consolidação (até quando?), mas o futebol dos seus pupilos continua a ser pobre para alguém que prometeu uma águia a acelerar nos voos para a vitória. Fez várias apostas no mercado, mas parece não estar a conseguir encontrar a ‘língua’ para fazer passar a Mensagem. Ontem, foi de mestre a aprendiz e por raras vezes se viu por cima do seu adversário. Nota negativa, mesmo sem público para o catapultar. 

Árbitro: Hugo Miguel. Com a arbitragem a ser, por norma, semana sim, semana sim, tema nas televisões, o juiz do encontro teve um dia ‘limpinho’. Numa análise a frio, decidiu quase sempre bem e começou desde cedo a avisar porque ali estava. Não permitiu burburinhos no banco, muito menos no relvado e teve 90 minutos os 22 jogadores em campo debaixo do seu olhar. Nota positiva também para o VAR, que decidiu bem quando era preciso.

Fonte: Noticias ao Minuto


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